Para o pontífice, devemos preservar o dom da comunicação

O Papa Leão XIV divulgou sua mensagem para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que é celebrado em 31 de maio. No texto, o pontífice afirma que devemos “preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem”.
Segundo o papa, “o rosto e a voz são traços únicos e distintos de cada pessoa”, ou seja, cada um tem seu jeito de se manifestar, não podendo ser substituído por qualquer tecnologia digital, como a IA. Entretanto, com o avanço dos anos, a responsabilidade de preservarmos um dos pilares fundamentais da civilização humana — a comunicação — só aumenta.
Cada vez mais temos ferramentas tecnológicas que simulam vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade. A inteligência artificial, além de interferir nos sistemas comunicativos, invade o nível mais profundo da comunicação, que é a relação entre as pessoas.
Conforme o pontífice, os algoritmos presentes na internet podem prejudicar o nosso pensamento crítico sobre as coisas. “Tudo isto pode enfraquecer ulteriormente a nossa capacidade de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica.”
Essa crítica feita por Leão também é em razão do controle dos sistemas de inteligência artificial sob a produção de textos, músicas e vídeos. Hoje, as pessoas não se permitem mais elaborar textos próprios, pensar sobre o que escrever, muitas vezes recorrem direto à IA, como no caso do ChatGPT.
Com tudo isso, o papa nos diz que devemos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do ser humano, para qual também se deve orientar toda a inovação tecnológica.